A Polícia Civil de Alagoas confirmou, nesta segunda-feira (26), que o homicídio de Johanisson Lima, conhecido como Joba, supervisor das categorias de base do CRB, foi resultado de um crime planejado e encomendado mediante pagamento. De acordo com a investigação, o valor acertado para a execução foi de R$ 10 mil.
As informações foram apresentadas durante entrevista coletiva na Secretaria de Segurança Pública (SSP). A delegada responsável pelo caso, Tacyane Ribeiro, detalhou que parte do dinheiro cerca de R$ 4 mil teria sido repassada em espécie dias antes do assassinato, em um encontro ocorrido no bairro da Santa Lúcia. Segundo a polícia, o planejamento do crime remonta a dezembro do ano passado.
No início das apurações, a possibilidade de latrocínio chegou a ser avaliada, mas foi rapidamente descartada após análise técnica do cenário do crime e de imagens de câmeras de videomonitoramento. Com o avanço das diligências, a Polícia Civil passou a tratar o caso como homicídio premeditado, culminando na confirmação de que se tratou de uma execução.
A investigação também afastou qualquer ligação do crime com disputas entre torcidas organizadas ou com a atuação profissional da vítima no futebol. Conforme apurado, a motivação estaria relacionada a um conflito de ordem pessoal. O principal suspeito de ter encomendado o assassinato é Juan, ex-companheiro da mulher que teria retomado relacionamento com Joba.
O suspeito segue foragido, e as investigações continuam para localizar o mandante e esclarecer todos os desdobramentos do caso. A Polícia Civil reforça que informações que possam contribuir com as apurações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

Comentários: