O empresário paulista Sérgio Nahas, de 61 anos, voltou a ser alvo da Justiça mais de duas décadas após um crime ocorrido em São Paulo. Ele foi localizado e detido no último sábado (data) no litoral da Bahia, após ser identificado por sistemas de monitoramento e reconhecimento facial instalados em Praia do Forte, um dos principais destinos turísticos do estado.
Segundo as autoridades, Nahas estava hospedado em um imóvel de alto padrão quando foi abordado. A prisão foi confirmada após audiência de custódia, que manteve a decisão judicial. O empresário tinha contra si um mandado de prisão definitivo, expedido pela Justiça paulista após o encerramento de todos os recursos no processo que resultou em sua condenação.
O caso remonta a 2002, quando a estilista Fernanda Orfali, então esposa de Nahas, morreu dentro do apartamento do casal, no bairro de Higienópolis, área nobre da capital paulista. O empresário foi levado a julgamento anos depois e acabou condenado por homicídio, inicialmente a sete anos de reclusão. Após recurso do Ministério Público, a pena foi ampliada para oito anos e dois meses.
A defesa sustentou, ao longo do processo, que a vítima enfrentava problemas psicológicos e que a morte não teria sido provocada intencionalmente. No entanto, em maio do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a condenação, encerrando a tramitação judicial. No mês seguinte, foi determinada a expedição do mandado de prisão e a inclusão do nome de Sérgio Nahas nos sistemas de alerta internacional.
Durante a abordagem realizada na Bahia, a Polícia Militar informou ter apreendido entorpecentes, aparelhos celulares e um veículo de luxo. O material foi encaminhado à delegacia da região, e o empresário foi conduzido à Polinter, onde permanece à disposição da Justiça.
À época do crime, a investigação descartou a versão apresentada pelo empresário e apontou inconsistências nos relatos iniciais. O caso ganhou repercussão nacional e voltou ao noticiário após a confirmação da prisão, mais de 20 anos depois dos fatos.

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