A Polícia Científica de Alagoas concluiu que uma falha grave na instalação elétrica de iluminação decorativa foi a responsável pela morte de uma mulher e de seu filho em Maragogi, no litoral norte do Estado. O laudo técnico elaborado pelo Instituto de Criminalística de Maceió foi finalizado nesta sexta-feira (5) e já encaminhado à delegacia responsável pelo caso.
As vítimas, identificadas como Luciana Klein Helfstein, de 39 anos, e o menino Arthur Klein Helfstein Alves, de 11, morreram no dia 4 de janeiro após receberem uma descarga elétrica enquanto estavam na piscina do hotel onde a família passava férias. Inicialmente, suspeitou-se de afogamento, mas a perícia confirmou que o óbito ocorreu por eletroplessão.
De acordo com os peritos responsáveis pela investigação, a origem do acidente foi uma instalação improvisada de iluminação, conhecida como “varal de luzes”, posicionada muito próxima à área da piscina. A fiação apresentava irregularidades e não atendia às normas técnicas previstas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Ainda nos primeiros levantamentos no local, o perito criminal José Veras identificou indícios de risco elétrico e solicitou o isolamento imediato da área. Posteriormente, ele retornou ao estabelecimento acompanhado de um especialista em engenharia elétrica para uma análise mais aprofundada da estrutura.
Os exames apontaram que o ambiente era extremamente vulnerável a acidentes, por se tratar de uma área molhada e com grande circulação de pessoas descalças. Segundo a perícia, a presença de componentes energizados expostos criou uma situação de perigo iminente, suficiente para provocar choques fatais.
Imagens do circuito interno de segurança ajudaram a reconstituir a dinâmica da tragédia. Os registros mostram que Arthur foi o primeiro a sofrer a descarga elétrica ao tocar na estrutura metálica próxima à piscina. Ao perceber que o filho estava imóvel, Luciana tentou socorrê-lo e acabou atingida pelo mesmo choque. Pouco depois, os dois submergiram.
O Instituto Médico Legal (IML) já havia confirmado, dias após o ocorrido, que as mortes foram causadas pela passagem de corrente elétrica pelos corpos, descartando definitivamente a hipótese de afogamento.
Com a conclusão dos laudos técnicos do IML e do Instituto de Criminalística, o inquérito segue agora sob responsabilidade da Polícia Civil, que deverá apurar possíveis responsabilidades criminais relacionadas à manutenção e à segurança do estabelecimento.

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