Portal de Noticias de Maceió

Aguarde, carregando...

Segunda-feira, 16 de Fevereiro 2026

Policia

Perícia confirma falha elétrica como causa da morte de mãe e filho em Maragogi

Laudo técnico aponta que instalação irregular de iluminação próxima à piscina provocou descarga elétrica fatal, descartando hipótese de afogamento

Maceió Notícias
Por Maceió Notícias
Perícia confirma falha elétrica como causa da morte de mãe e filho em Maragogi
Ascom Polícia Científica
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A Polícia Científica de Alagoas concluiu que uma falha grave na instalação elétrica de iluminação decorativa foi a responsável pela morte de uma mulher e de seu filho em Maragogi, no litoral norte do Estado. O laudo técnico elaborado pelo Instituto de Criminalística de Maceió foi finalizado nesta sexta-feira (5) e já encaminhado à delegacia responsável pelo caso.

As vítimas, identificadas como Luciana Klein Helfstein, de 39 anos, e o menino Arthur Klein Helfstein Alves, de 11, morreram no dia 4 de janeiro após receberem uma descarga elétrica enquanto estavam na piscina do hotel onde a família passava férias. Inicialmente, suspeitou-se de afogamento, mas a perícia confirmou que o óbito ocorreu por eletroplessão.

De acordo com os peritos responsáveis pela investigação, a origem do acidente foi uma instalação improvisada de iluminação, conhecida como “varal de luzes”, posicionada muito próxima à área da piscina. A fiação apresentava irregularidades e não atendia às normas técnicas previstas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Publicidade

Leia Também:

Ainda nos primeiros levantamentos no local, o perito criminal José Veras identificou indícios de risco elétrico e solicitou o isolamento imediato da área. Posteriormente, ele retornou ao estabelecimento acompanhado de um especialista em engenharia elétrica para uma análise mais aprofundada da estrutura.

Os exames apontaram que o ambiente era extremamente vulnerável a acidentes, por se tratar de uma área molhada e com grande circulação de pessoas descalças. Segundo a perícia, a presença de componentes energizados expostos criou uma situação de perigo iminente, suficiente para provocar choques fatais.

Imagens do circuito interno de segurança ajudaram a reconstituir a dinâmica da tragédia. Os registros mostram que Arthur foi o primeiro a sofrer a descarga elétrica ao tocar na estrutura metálica próxima à piscina. Ao perceber que o filho estava imóvel, Luciana tentou socorrê-lo e acabou atingida pelo mesmo choque. Pouco depois, os dois submergiram.

O Instituto Médico Legal (IML) já havia confirmado, dias após o ocorrido, que as mortes foram causadas pela passagem de corrente elétrica pelos corpos, descartando definitivamente a hipótese de afogamento.

Com a conclusão dos laudos técnicos do IML e do Instituto de Criminalística, o inquérito segue agora sob responsabilidade da Polícia Civil, que deverá apurar possíveis responsabilidades criminais relacionadas à manutenção e à segurança do estabelecimento.

FONTE/CRÉDITOS: Redação
Comentários:
Maceió Notícias

Publicado por:

Maceió Notícias

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!