Depois de anos de apelos ignorados, a Defesa Civil de Maceió finalmente entrou no roteiro – mas só porque a Defensoria Pública resolveu dar uma cutucada oficial. O motivo? Uma casa no bairro Bom Parto, com danos estruturais tão evidentes que praticamente pedem socorro sozinhos: rachaduras dignas de filme-catástrofe e afundamentos que fazem qualquer engenheiro perder o sono.
A inspeção aconteceu no dia 15 de abril, conduzida pelo defensor público Ricardo Antunes Melro, que, após constatar o óbvio – a residência está caindo aos pedaços –, decidiu formalizar a cobrança à Defesa Civil para explicar o inexplicável: como um problema que se arrasta há mais de cinco anos conseguiu passar batido pelas autoridades competentes.
Segundo a moradora, que agora vive com a interdição pendurada na porta, a neta chegou a sentir tremores dentro de casa. Um detalhe alarmante? Sem dúvida. Mas não suficiente, ao que parece, para mobilizar qualquer ação antes da Defensoria resolver escancarar o caso. Só depois da divulgação pública é que a Defesa Civil achou uma brecha na agenda para aparecer.
Além da casa interditada, outras residências na vizinhança exibem sintomas parecidos – sinal de que o problema não é pontual, mas estrutural e antigo. “Precisa de estudo mais sério”, reforçou Melro, talvez esperando que desta vez alguém ouça antes que a próxima casa resolva ruir de vez.
Enquanto isso, segue a máxima: em Maceió, quando o chão treme, é o morador quem precisa manter a calma – porque a resposta oficial costuma demorar tanto que quase dá tempo de reconstruir sozinho.
