Uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas à Justiça Eleitoral colocou 16 pessoas no centro de um processo que investiga a atuação de um suposto grupo organizado em Maceió. Entre os alvos está o vereador Siderlane Mendonça, apontado como liderança de um esquema que teria operado por anos dentro de estruturas públicas.
De acordo com a acusação, o grupo teria mantido um funcionamento contínuo entre 2018 e 2025, com divisão de tarefas e estratégias voltadas à captação e desvio de recursos. As práticas investigadas incluem retenção de salários de servidores, ocultação de valores, manipulação de informações eleitorais e uso indevido de verbas destinadas a campanhas.
As apurações conduzidas pela Polícia Federal do Brasil reuniram um conjunto robusto de provas, como registros bancários, análises financeiras detalhadas, além de áudios, mensagens e documentos apreendidos ao longo da investigação. O material indica a utilização de contas intermediárias, saques em dinheiro e mecanismos para disfarçar a origem e o destino dos valores.
Segundo o Ministério Público, a movimentação financeira identificada ultrapassa R$ 2,8 milhões, com indícios de que parte dos recursos foi usada para custear despesas pessoais e eleitorais sem a devida declaração.
Com o recebimento da denúncia pela Justiça Eleitoral, os investigados passam oficialmente à condição de réus. O caso agora segue para a fase de instrução e julgamento, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório.

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