A decisão do Congresso Nacional do Brasil de derrubar, em 30 de abril, o veto presidencial ao Projeto de Lei 2162/23 conhecido como “PL da Dosimetria” reacendeu o debate sobre os limites da legislação penal no país e o papel do Parlamento na definição das punições. A medida altera critérios de aplicação de penas em casos de crimes múltiplos praticados no mesmo contexto, o que, segundo críticos, pode resultar em reduções significativas nas condenações.
A votação também evidenciou divergências dentro da bancada de Alagoas. Parlamentares que historicamente adotam um discurso mais rigoroso na área de segurança pública votaram favoravelmente à derrubada do veto, entre eles Arthur Lira, Fábio Costa, Alfredo Gaspar, Marx Beltrão e a senadora Eudócia Caldas. O grupo acompanhou a maioria que entendeu pela revisão do veto, defendendo ajustes na dosimetria das penas.
Por outro lado, integrantes da mesma bancada se posicionaram contra a mudança, argumentando que a medida pode fragilizar o enfrentamento à criminalidade. Votaram pela manutenção do veto os deputados Paulão, Rafael Brito, Isnaldo Bulhões, além dos senadores Renan Calheiros e Renan Filho.
A sessão ainda registrou ausências dos deputados Daniel Barbosa e Luciano Amaral.
A mudança legislativa deve impactar diretamente a forma como o Judiciário calcula penas em situações envolvendo mais de um crime no mesmo episódio, tema que divide especialistas e deve seguir em discussão nos próximos meses.

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