Membros da Procuradoria Regional da República da 5ª Região (PRR5) e da Procuradoria da República em Alagoas (PR/AL) realizaram, na última segunda-feira (18), uma visita técnica aos bairros atingidos pelo afundamento do solo em Maceió, provocado pela exploração de sal-gema feita pela Braskem ao longo de mais de quatro décadas.
A iniciativa teve como objetivo ampliar a análise sobre a extensão dos danos socioambientais e urbanos registrados na capital alagoana, além de acompanhar de perto as ações de monitoramento, mitigação e reparação que vêm sendo executadas nas áreas impactadas.
Durante a agenda, estiveram presentes os procuradores regionais da República Marcelo Alves, Márcio Torres e Uairandyr Tenório, responsáveis por atuar no caso em grau de recurso no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). Também participaram as procuradoras da República Júlia Cadete, Juliana Câmara e Roberta Bomfim, que acompanham o processo na primeira instância e conduzem as frentes judicial e extrajudicial em Maceió.
A programação começou na sede da Defesa Civil Municipal, onde o grupo conheceu o Centro Integrado de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cimadec). No local, foram apresentadas as tecnologias utilizadas no acompanhamento contínuo da região, incluindo sistemas de monitoramento em tempo real que analisam tanto as condições meteorológicas quanto a movimentação do solo na capital.
Entre os recursos técnicos demonstrados, estão os 98 equipamentos DGPS (Sistema de Posicionamento Global Diferencial), instalados em pontos estratégicos da área afetada. Os dispositivos permitem a detecção de deslocamentos milimétricos do solo, contribuindo para o acompanhamento detalhado da evolução do fenômeno geológico em Maceió.

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