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Quarta-feira, 06 de Maio 2026

Policia

12 anos depois: Justiça condena policiais por caso que terminou em morte e desaparecimento

Condenação de quatro policiais encerra julgamento histórico em Maceió, mas ausência do corpo mantém lacunas e dor da família após mais de uma década

Maceió Notícias
Por Maceió Notícias
12 anos depois: Justiça condena policiais por caso que terminou em morte e desaparecimento
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Após quase 12 anos de espera, a Justiça de Alagoas chegou a um desfecho no caso do desaparecimento do adolescente Davi Silva, ocorrido em 2014, no bairro Benedito Bentes, em Maceió. O Tribunal do Júri da capital condenou quatro policiais militares acusados de participação no crime, que até hoje permanece sem a localização do corpo da vítima.

Foram condenados Eudecir Gomes de Lima, a 28 anos, um mês e três dias de reclusão; Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, a 24 anos, 4 meses e 13 dias; Nayara Silva de Andrade, a 24 anos, 4 meses e 13 dias; e Victor Rafael Martins da Silva, a 23 anos, 4 meses e 24 dias de prisão.

De acordo com as investigações, Davi, então com 17 anos, foi abordado por uma guarnição policial enquanto estava na companhia de um amigo. O outro jovem foi liberado ainda no local, enquanto o adolescente desapareceu após ser levado pelos agentes. A apuração aponta que ele teria sido vítima de sequestro, seguido de morte, com posterior ocultação do corpo.

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Os quatro réus foram condenados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Durante o processo, eles negaram envolvimento direto nos crimes e responderam em liberdade. A defesa ainda pode recorrer da decisão.

O julgamento, que já havia sido adiado em outras ocasiões, teve início na segunda-feira (4) e foi concluído na noite desta terça-feira (5), após dois dias de debates entre acusação e defesa.

Durante a sessão, o Ministério Público destacou as circunstâncias da abordagem e a vulnerabilidade da vítima, reforçando que o caso evidencia falhas estruturais e a necessidade de responsabilização. Mesmo com a condenação, a ausência do corpo mantém a dor da família e reforça o caráter emblemático do caso em Alagoas.

FONTE/CRÉDITOS: Redação
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