A partir de 2026, começa a valer o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), sistema nacional que integrará informações sobre propriedades urbanas e rurais. A iniciativa tem como objetivo principal cruzar os dados de imóveis com as declarações do Imposto de Renda, ampliando a fiscalização sobre contratos de aluguel.
Com a nova medida, proprietários e inquilinos terão menos espaço para omissões. O governo pretende identificar em tempo real os valores pagos e recebidos em locações, e a tributação pode chegar a 27,5% sobre a renda obtida com aluguéis.
Outro fator que fortalece esse processo é a chegada do Drex, o real digital, que permitirá rastreamento integral das movimentações financeiras. A expectativa da Receita Federal é reduzir a sonegação e ampliar a arrecadação sobre o mercado de locações.
Especialistas avaliam que a medida representa um avanço em transparência, mas também gera debate sobre o impacto direto nos custos de quem aluga imóveis e nos rendimentos de proprietários.
