Na manhã de quinta-feira, 31 de outubro de 2024, Maria Tereza da Paz, conhecida como Dona Pureza, foi encontrada morta em sua casa, no bairro Flexal de Cima, em Maceió.
A idosa de 68 anos, segundo relatos de familiares, deixou uma carta mencionando a Braskem, apontada como responsável pelos transtornos causados pelo afundamento do solo que afeta a região e que, segundo a comunidade, tem gerado sérios problemas de saúde mental entre os moradores.
Ao lado de Dona Pureza, sua filha de 40 anos, que possui deficiência mental, foi encontrada em estado crítico.
Ela foi socorrida por uma sobrinha da idosa, que chegou ao local para levá-las a uma comemoração e se deparou com a cena. A filha foi levada imediatamente ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde permanece internada.
Moradores dos Flexais relatam que Dona Pureza vinha apresentando sinais de depressão nos últimos meses.
A comunidade, afetada pelo afundamento do solo, aponta para a falta de suporte e assistência, com muitos se queixando de isolamento social e ausência de indenizações adequadas para lidar com a situação.
