Julyenne Lins, ex-esposa do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), entrou com uma denúncia contra ele na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) no último domingo, dia 20.
No documento, Lins relata agressões físicas e psicológicas durante o relacionamento, mencionando também controle financeiro e assédio judicial.
A defesa aponta que Lira teria usado sua influência política para intimidá-la e impedir seu acesso à Justiça. Entre as provas apresentadas estão laudos médicos e depoimentos de testemunhas.
Lins acusa o Estado brasileiro de falhar em garantir sua proteção, solicitando que a CIDH responsabilize o país, além de requerer uma indenização de R$ 1 milhão.
Ela afirma que o Ministério dos Direitos Humanos recusou seu pedido de inclusão no programa de proteção a testemunhas, levando-a a viver na clandestinidade.
A CIDH, ligada à OEA, atua na defesa dos direitos humanos nas Américas, e o Brasil, signatário da Convenção Americana desde 1978, compromete-se com o cumprimento de suas diretrizes.
