O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) suspendeu o direito de resposta concedido ao candidato do PSDB ao Governo de Alagoas, João Caldas Filho, em uma ação envolvendo o adversário Renan Filho (MDB) e questionamentos sobre repasses realizados pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) ao Banco Master.
A decisão ocorreu após a divulgação de novos elementos relacionados à investigação sobre as operações financeiras envolvendo o Iprev e a instituição comandada por Daniel Vorcaro. As informações foram tornadas públicas no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça.
O direito de resposta havia sido determinado anteriormente pelo TRE-AL em relação a 21 inserções de Renan Filho no rádio e na televisão. Na propaganda, o candidato do MDB questionava João Caldas Filho sobre a responsabilidade administrativa pela gestão do instituto durante o período em que ocorreram os repasses.
Com a divulgação dos novos documentos, o desembargador eleitoral Leo Denisson Bezerra de Almeida entendeu que surgiram elementos posteriores que poderiam alterar a análise feita inicialmente pela Justiça Eleitoral.
Na decisão, o magistrado citou informações apresentadas em manifestação do Ministério Público Federal (MPF) e destacou que João Caldas Filho apareceria formalmente como responsável legal pela unidade gestora do Iprev, além de possuir, segundo os documentos mencionados no processo, poderes relacionados à nomeação e exoneração de integrantes da direção do instituto.
Outro ponto considerado foi o encaminhamento das investigações ao STF. Segundo os documentos citados na decisão, o caso foi remetido pela Justiça Federal em razão da prerrogativa de foro atribuída a João Caldas Filho enquanto exercia o cargo de prefeito de Maceió e figurava como responsável legal pela unidade gestora.
Apesar dos novos elementos divulgados, as investigações sobre o caso Master continuam em andamento. A existência de apuração não significa, por si só, que houve comprovação de irregularidade ou responsabilidade criminal por parte de qualquer pessoa mencionada no procedimento.
O caso permanece sob análise das autoridades competentes, e eventuais responsabilidades deverão ser definidas ao longo da investigação e dos procedimentos judiciais.

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