Em um movimento que certamente fará os defensores da agricultura tradicional repensarem seus conceitos, a senadora Eudocia, do PL de Alagoas, sugeriu a mudança do nome do Ministério da Agricultura para "Ministério do Agronegócio".
Segundo a parlamentar, a nova denominação refletiria de maneira mais precisa o atual cenário da produção rural no Brasil. Afinal, quem se importa com a agricultura de subsistência, os pequenos agricultores ou a relação com o solo? O que importa mesmo é o lucro, certo?
A proposta soa quase como um reconhecimento oficial de que o verdadeiro motor da economia no campo são as grandes corporações, e não os agricultores familiares que alimentam o país de forma mais humilde, mas igualmente essencial.
Talvez a senadora tenha perdido de vista que a agricultura vai muito além dos lucros do agronegócio, abrangendo questões de sustentabilidade, produção alimentar e os próprios direitos dos trabalhadores do campo.
Entretanto, a ideia tem seu charme. Afinal, por que esconder o que é óbvio? Quem não gosta de um bom título que reflita diretamente os interesses dos poderosos, não é mesmo? O Ministério do Agronegócio poderia ser a cereja do bolo dessa nova abordagem, onde a agricultura se torna apenas um detalhe em meio a uma grande rede de lucros.
