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Sábado, 18 de Abril 2026

Saúde

Pesquisa aponta que pão de forma contém álcool e pode interferir em teste de bafômetro

Pesquisa da Proteste alerta para altos teores de álcool em pães de forma vendidos no Brasil, com potenciais implicações no teste de bafômetro.

Maceió Notícias
Por Maceió Notícias
Pesquisa aponta que pão de forma contém álcool e pode interferir em teste de bafômetro
Ilustração / Redes Sociais
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Um levantamento conduzido pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) revelou que várias marcas populares de pão de forma comercializadas no Brasil apresentam níveis elevados de álcool. A análise de dez marcas detectou teores alcoólicos que poderiam fazer motoristas falharem em testes do bafômetro.

Entre as marcas avaliadas estão Pulmann, Visconti, Bauducco, Wickbold 5 Zeros, Wickbold Sem Glúten, Wickbold Leve, Panco, Seven Boys, Wickbold, e Plusvita.

Seis dessas marcas apresentaram níveis de álcool que, se existisse uma categoria específica para alimentos alcoólicos, seriam classificadas como tal. A marca Visconti, por exemplo, registrou um teor alcoólico de 3,37%, enquanto a Bauducco apresentou 1,17%.

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De acordo com a legislação brasileira, bebidas com teor de etanol acima de 0,5% devem ser classificadas como alcoólicas.

Os resultados encontrados nos pães superam significativamente esse limite, levantando preocupações sobre o consumo inadvertido de álcool.

O processo de fermentação utilizado na produção do pão de forma gera álcool, que deveria evaporar quase totalmente durante o assamento.

No entanto, a Proteste identificou que os altos níveis de álcool estão ligados ao uso de antimofo diluído em álcool, empregado para aumentar a durabilidade dos produtos.

Aproximadamente 10% da produção de pães no Brasil é perdida devido ao mofo, levando as empresas a utilizar essa técnica de conservação.Idealmente, a quantidade de álcool utilizada deveria evaporar antes de chegar ao consumidor.

A pesquisa da Proteste, contudo, sugere que os métodos atuais estão deixando resíduos significativos de álcool no produto final, o que representa um risco para os consumidores, especialmente motoristas, que podem ter o teste do bafômetro alterado.

FONTE/CRÉDITOS: Arnaldo Barbosa / Redação
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