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Quarta-feira, 11 de Março 2026

Saúde

Poluição no radar: pesquisa da Ufal acende alerta para câncer nas capitais; Maceió registra 28 ocorrências

Levantamento aponta que mais de 13% das mortes por câncer de pulmão nas capitais estão associadas ao material particulado fino; em Maceió, estimativa é de 28 casos na última década

Maceió Notícias
Por Maceió Notícias
Poluição no radar: pesquisa da Ufal acende alerta para câncer nas capitais; Maceió registra 28 ocorrências
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Um levantamento conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) reforça o debate sobre os efeitos da poluição atmosférica na saúde pública e aponta uma associação direta entre a exposição ao material particulado fino (PM2.5) e mortes por câncer de pulmão nas capitais brasileiras.

O estudo, publicado na revista científica internacional Atmosphere, analisou dados referentes ao período de 2014 a 2023 nas 27 capitais do país. A pesquisa foi desenvolvida pelo estudante de Medicina Albery Batista de Almeida Neto, sob orientação do professor Flavio Manoel Rodrigues da Silva Júnior, do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS).

Para chegar às estimativas, os pesquisadores cruzaram informações sobre níveis anuais de poluição do ar com registros de mortalidade por câncer de pulmão. A metodologia utilizada para calcular o número de mortes atribuíveis ao poluente segue parâmetros estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Os resultados indicam que 97,41% das médias anuais de concentração de PM2.5 nas capitais superaram os limites recomendados pela OMS. Além disso, cerca de um terço das medições ultrapassou inclusive o padrão atualmente adotado no Brasil. No total, o estudo estima que 9.631 mortes por câncer de pulmão no período analisado estejam associadas à exposição prolongada à má qualidade do ar o que representa mais de 13% dos óbitos pela doença nas capitais.

Em Maceió, a estimativa aponta 28 mortes relacionadas à poluição atmosférica ao longo da última década, o equivalente a aproximadamente 3% dos registros por câncer de pulmão na capital alagoana. Apesar de os índices locais e de outras capitais do Nordeste ficarem abaixo da média nacional, os pesquisadores destacam que os dados evidenciam a necessidade de políticas públicas voltadas ao controle das emissões e à melhoria da qualidade do ar nos centros urbanos.

FONTE/CRÉDITOS: Redação
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