Um jantar daqueles em que, milagrosamente, tudo se resolve para o bem ou para o mal, claro, dependendo do interesse na mesa. Cunha, Derrite e Lira reunidos num encontro quase maquiavélico, cada um carregando seus próprios pepinos com a Justiça, mas curiosamente empenhados em “blindar” quem deveria ser investigado. A Policia Federal atrás de corruptos? Que ousadia! Parece que o trio não gostou muito da ideia.
E Derrite, como sempre, cumprindo ordens do governador de São Paulo, agora envolvido em mais uma daquelas movimentações que ninguém entende, mas todo mundo desconfia. Algo muito estranho paira nesse pedido: seria para agradar partido, facção ou simplesmente garantir que os próprios policiais militares fiquem quietos e em paz? Na política, afinal, o bem e o mal se misturam à vontade depende apenas de quem segura o garfo no jantar.
E aí surge a grande pergunta: qual o real motivo desse PL que faz um governador liberar o próprio secretário de Segurança para abandonar a função e correr de volta para Brasília? Tudo isso só para tentar convencer políticos que, coincidentemente, só parecem interessados em poder e dinheiro? Conveniente demais.
Um jantar tão sujo que nem detergente lava.
