A surfista brasileira Marjorie Mariano, natural de São Paulo e radicada no North Shore da ilha de Oahu, no Havaí, construiu uma trajetória marcada pela intensidade com que viveu o esporte, a amizade e os desafios impostos pela vida longe de casa. Presença constante em picos tradicionais e em eventos ligados à comunidade do surfe, como as festas da Fluir, ela encontrou no oceano um espaço de pertencimento, mesmo enfrentando a distância da família e os impactos emocionais dessa escolha.
Amparada por uma rede de amigos espalhados pelos cinco continentes, Marjorie sempre manteve um estilo de vida considerado saudável. Ainda assim, foi surpreendida por graves crises convulsivas, provocadas por um tumor localizado na região posterior esquerda do cérebro. O primeiro episódio ocorreu de forma inesperada enquanto surfava em Sunset Beach. No dia 28 de abril de 2025, sentada sobre a prancha, ela sofreu uma convulsão e caiu desacordada no mar. O resgate só foi possível graças à ação rápida do surfista carioca Rico de Souza, que estava próximo no momento do incidente.
Em estado crítico, Marjorie chegou a perder o pulso e precisou ser reanimada pelos salva-vidas ainda na praia. Durante o procedimento, sofreu fraturas em seis costelas e foi encaminhada inconsciente ao hospital, onde permaneceu em coma por quatro dias. Após a alta inicial, um segundo episódio aconteceu em sua residência, desta vez com perda temporária da fala, levando amigas a acionarem novamente o socorro médico.
Submetida a uma série de exames no The Queen’s Medical Center, em Honolulu, os médicos confirmaram que as convulsões eram consequência de um tumor cerebral que exigia intervenção cirúrgica imediata. Desde então, Marjorie passou a enfrentar uma dura batalha pela vida, acompanhada de perto por amigos e pela comunidade do surfe, que se mobilizou em apoio durante todo o tratamento.

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