Nos últimos anos, o panorama do acesso à internet nas escolas brasileiras passou por mudanças significativas.
De 2020 a 2023, as instituições de ensino, sejam municipais, estaduais ou particulares, têm adotado políticas cada vez mais restritivas em relação ao uso da rede Wi-Fi por alunos.
A pesquisa revela que a proporção de escolas que permitem o acesso à internet caiu de 35% para 26%, enquanto aquelas que proíbem completamente o uso da rede subiram de 48% para 58%.
Atualmente, apenas 14% das escolas oferecem acesso livre à internet.
Particularmente nas escolas que atendem alunos até o quinto ano do Ensino Fundamental, observou-se um aumento na restrição do uso de celulares, com a porcentagem de instituições que proíbem esse acesso passando de 32% para 43%.
Apesar de uma diminuição nas proibições à medida que os alunos avançam, ainda existe um crescimento nas escolas que atendem ao Ensino Fundamental completo, com as restrições passando de 10% a 20%.
As escolas de Ensino Médio e educação profissionalizante apresentam uma leve flexibilização, com a permissão de uso aumentando de 7% para 8%.
Essa mudança sugere uma maior confiança nas habilidades dos alunos mais velhos em gerenciar o uso da tecnologia.
No que diz respeito à infraestrutura, a maioria das escolas municipais, cerca de 99%, possui salas de aula equipadas, com 82% oferecendo acesso à internet.
Contudo, apenas 65% desse acesso é disponibilizado diretamente aos alunos. Globalmente, 81% das escolas têm internet em pelo menos um local, enquanto 62% disponibilizam um computador para uso dos estudantes.
Apenas 57% têm tanto internet quanto computadores disponíveis, evidenciando um desafio para a implementação de um ambiente de aprendizado digital mais robusto.
Nas áreas rurais, a situação é preocupante: apenas 33% das escolas contam com acesso à internet e computadores para os alunos.
Esses dados ressaltam a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura e políticas que garantam o acesso equitativo à tecnologia educacional em todas as regiões do Brasil, promovendo um ambiente de aprendizado mais inclusivo e eficaz.
