A partir de junho, os consumidores brasileiros sentirão um impacto direto na conta de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira (31), que o sistema de bandeiras tarifárias passará ao patamar vermelho nível 1, o que representa um acréscimo de R$ 4,463 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
O reajuste ocorre em um cenário de estiagem e redução das afluências nos principais reservatórios do país, como destacou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Com a queda na produção de energia por hidrelétricas — que são mais baratas —, cresce a necessidade de recorrer às termelétricas, cuja geração tem custos significativamente mais altos.
Até maio, vigorava a bandeira amarela, reflexo do início do período seco e das projeções climáticas que já indicavam chuvas abaixo da média. A piora nas condições hidrológicas ao fim da estação chuvosa consolidou o cenário desfavorável para a geração hídrica neste momento.
Desde dezembro de 2024, a tarifa vinha operando com a bandeira verde — que não acarreta custo extra na conta — graças ao bom desempenho dos reservatórios. A mudança agora indica uma fase mais crítica na operação do sistema elétrico nacional.
O sistema de bandeiras tarifárias foi implementado pela Aneel em 2015 com o objetivo de tornar mais transparente para os consumidores a variação dos custos de geração de energia no Brasil. As bandeiras funcionam como um sinal de alerta: verde (sem acréscimos), amarela (R$ 1,885 por 100 kWh) e vermelha, que possui dois níveis de cobrança — o primeiro, em vigor agora, e o segundo, com taxa de R$ 7,877 a cada 100 kWh.
Com a nova bandeira, a Aneel reforça a importância do consumo consciente de energia, especialmente em momentos de maior pressão sobre o sistema de geração.
