A Mina Pitinga, localizada em Presidente Figueiredo, Amazonas, teve seu controle transferido para o grupo chinês CNT em uma negociação avaliada em US$ 340 milhões, cerca de R$ 2 bilhões.
Criada em 1969 pela Paranapanema, através da Mineradora Taboca, a mina se tornou um dos principais polos de exploração mineral no Brasil. Em 2008, foi adquirida pelo grupo peruano Minsur, que passou a controlar a Taboca S.A., com filial em São Paulo.
Reconhecida como a maior reserva de urânio do Brasil, a Mina Pitinga também abriga minerais estratégicos como estanho, cassiterita, columbita, nióbio e tântalo.
A entrada do grupo CNT reforça o interesse internacional pelas riquezas minerais brasileiras e reacende discussões sobre soberania nacional e segurança energética, dada a importância do urânio para a indústria nuclear.
O histórico da mina, desde sua fundação pela Paranapanema até sua recente aquisição pelo grupo CNT, reflete o apetite global por recursos estratégicos brasileiros.
Especialistas alertam para a necessidade de maior regulação e vigilância estatal para garantir que os interesses nacionais sejam preservados diante do avanço de capitais estrangeiros em setores estratégicos.
