O Tribunal do Júri de Arapiraca, no Agreste de Alagoas, condenou Anderson Gonçalves a 67 anos, quatro meses e 15 dias de prisão pelos crimes de feminicídio, estupro e ocultação de cadáver de Cícera Laura da Silva, de 47 anos. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (4), ao final da sessão realizada no Fórum do município. O cumprimento da pena deverá ocorrer inicialmente em regime fechado.
O assassinato aconteceu em 4 de janeiro de 2026, em uma região de mata localizada no Bosque das Arapiracas. De acordo com o processo, a vítima sofreu violência sexual, foi assassinada e teve o corpo escondido. O caso provocou forte comoção e gerou cobranças por justiça por parte de familiares.
Além da condenação à prisão, Anderson também deverá pagar 240 dias-multa, com valores calculados conforme o salário mínimo vigente no período do crime.
A decisão dos jurados acompanhou integralmente a acusação apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL), que sustentou a responsabilização do réu pelas três infrações penais.
Durante o julgamento, a defesa tentou restringir a condenação ao feminicídio, crime admitido pelo acusado. Os advogados contestaram as imputações de estupro e ocultação de cadáver, mas os argumentos não foram acolhidos pelo Conselho de Sentença.
Após a sessão, a promotora de Justiça Viviane Farias avaliou que a pena estabelecida corresponde à gravidade dos fatos. Ela também destacou a importância das provas apresentadas ao longo do julgamento, incluindo imagens de câmeras de segurança, fotografias e informações relacionadas à localização do corpo da vítima.
A condenação também trouxe um sentimento de alívio aos familiares de Cícera Laura. Wesley da Silva, filho da vítima, relatou a apreensão vivida pela família durante o julgamento, sobretudo pela possibilidade de o acusado ser responsabilizado apenas pelo feminicídio.
Segundo ele, o reconhecimento dos três crimes pelos jurados representa uma resposta à mobilização dos familiares desde a morte de Cícera. Wesley também destacou o impacto emocional provocado pela perda da mãe e afirmou que a decisão contribui para amenizar, ainda que parcialmente, o sofrimento enfrentado pela família.
Com o resultado do Tribunal do Júri, Anderson Gonçalves recebeu pena de 67 anos, quatro meses e 15 dias de reclusão, inicialmente em regime fechado, pelos crimes de feminicídio, estupro e ocultação de cadáver.

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