O que era para ser uma noite de confraternização acabou em denúncia de racismo no bairro do Prado, em Maceió. A estudante de jornalismo Júlia Neves Marinho de Almeida e o namorado, João Roberto de Lira Santos Júnior, afirmam ter sido alvo de acusações infundadas e constrangimento dentro de um bar na última segunda-feira (1º).
Segundo o casal, um grupo de cinco pessoas os encarou e chegou a bater na mesa onde estavam, acusando-os de furto. Júlia relatou que, diante da pressão, abriu a bolsa para provar sua inocência. Dentro dela, havia apenas materiais da faculdade. O episódio foi registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais, gerando grande repercussão.
A Secretaria de Segurança Pública de Alagoas informou que um boletim de ocorrência foi aberto na delegacia virtual e classificado, inicialmente, como calúnia. A investigação já foi instaurada e dependerá do depoimento formal do casal para avançar. Os jovens, no entanto, contestam a tipificação e defendem que o caso seja reconhecido como racismo.
A Polícia Militar também se manifestou, confirmando que recebeu chamado pelo 190. Quando a equipe chegou ao local, os suspeitos já haviam saído. A corporação relatou ainda que as vítimas foram orientadas a procurar uma delegacia.
O bar Bombar, onde ocorreu a situação, divulgou nota pública pedindo desculpas e anunciando o afastamento do funcionário citado nas denúncias. A direção do espaço afirmou que repudia qualquer forma de discriminação e informou que investirá em medidas de capacitação da equipe para evitar novos episódios.
