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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

Saúde

“Café fake”: Anvisa recolhe produtos após detecção de toxinas nocivas

Produtos das marcas Melissa, Pingo Preto e Oficial apresentaram toxina perigosa e composição fraudulenta, com impurezas e resíduos agrícolas.

Maceió Notícias
Por Maceió Notícias
“Café fake”: Anvisa recolhe produtos após detecção de toxinas nocivas
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta segunda-feira (2), a fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e uso de três marcas de produtos comercializados como bebida à base de café, após a constatação da presença da toxina ocratoxina A (OTA). A substância, considerada prejudicial à saúde, levou à imediata determinação de recolhimento de todos os lotes das marcas envolvidas.

 

Os produtos afetados pertencem às marcas Melissa, Pingo Preto e Oficial, que já haviam sido desclassificadas pelo Ministério da Agricultura no final de maio por não atenderem aos critérios mínimos de qualidade exigidos para o consumo humano. Apesar de serem vendidos como “pó para preparo de bebida sabor café”, os produtos apresentavam formulações compostas por grãos crus, resíduos agrícolas e impurezas além dos limites permitidos pela legislação.

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Análises laboratoriais detectaram fraudes na rotulagem e composição dos produtos. As embalagens indicavam a presença de “polpa de café” ou “café torrado e moído”, mas as amostras avaliadas continham elementos de baixo padrão, como sementes de outras plantas, areia, pedras, folhas e galhos – classificados tecnicamente como matérias estranhas e impurezas.

 

Além disso, a presença da toxina ocratoxina A elevou o alerta sanitário. Produzida por fungos, a OTA é uma substância que pode afetar diretamente os rins e está associada ao desenvolvimento de doenças como insuficiência renal crônica, tumores no trato urinário e alterações no sistema imunológico. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a exposição à toxina pode ainda comprometer o desenvolvimento fetal e aumentar a vulnerabilidade do organismo a infecções.

 

As empresas responsáveis pelos produtos foram notificadas, e a Anvisa determinou o recolhimento imediato de todos os lotes em circulação. A reportagem procurou os fabricantes para comentar a decisão, mas ainda não obteve retorno.

FONTE/CRÉDITOS: Redação
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