Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) deu um passo importante rumo à modernização do Sistema Socioeducativo de Alagoas. Com a implantação de um dos sistemas de videomonitoramento mais modernos do país, o Estado avança na construção de um ambiente mais seguro, eficiente e alinhado às exigências que regem o atendimento a adolescentes em conflito com a lei.
O lançamento ocorreu durante a primeira capacitação da equipe técnica responsável pelo novo sistema. Atualmente, quase 400 câmeras já estão em funcionamento, distribuídas por todas as unidades de internação. Destas, 88 contam com tecnologia analítica, que permite um monitoramento inteligente e automatizado. Até o final de dezembro, a previsão é de que o número total de equipamentos chegue a 446.
Entre as principais inovações estão as barreiras perimetrais e virtuais, que delimitam áreas de circulação, e o reconhecimento facial, e que possibilitam o controle de acesso e a identificação automática de socioeducandos e colaboradores. O resultado é um sistema mais preciso, que reforça a segurança institucional e permite o rastreamento em tempo real das movimentações internas.
Segundo o superintendente de Medidas Socioeducativas da Seprev, coronel Marcos Sérgio, o novo sistema irá fortalecer a segurança nas unidades de internação, aprimorando o controle interno e assegurando o cumprimento das normas que regem o atendimento aos adolescentes em conflito com a lei.
“Esta é uma conquista importante para o Sistema Socioeducativo de Alagoas e representa um avanço expressivo ao incorporar mais segurança, tecnologia e, sobretudo, um suporte estratégico que possibilitará identificar de forma precisa todas as nuances e dinâmicas operacionais e administrativas do sistema”, afirmou o superintendente.
Atualmente, o Sistema Socioeducativo de Alagoas conta com 12 unidades de internação, que oferecem 429 vagas para adolescentes e jovens em conflito com a lei, das quais apenas 144 estão ocupadas. Por meio de medidas estruturais e gestão otimizada, o Governo de Alagoas superou o cenário de superlotação e garantiu um atendimento mais humanizado, seguro e alinhado às diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase).
As novas ferramentas de monitoramento vêm consolidar a construção de um sistema ainda mais eficiente. “Trata-se de um ganho operacional e jurídico significativo, que fortalece a gestão e aprimora a efetividade das ações no âmbito socioeducativo”, completou Marcos Sérgio.
