O ministro dos Transportes e senador licenciado, Renan Filho (MDB), confirmou nesta quarta-feira (14) que deixará o governo federal em abril para disputar novamente o Governo de Alagoas. O anúncio, feito em entrevista à Rádio CBN Maceió, oficializa o que já circulava nos bastidores políticos e encerra a expectativa especialmente de adversários que torciam para que a decisão ficasse apenas no campo das especulações.
A saída de Brasília, segundo Renan Filho, não é um gesto de ruptura, mas de reposicionamento estratégico. O ex-governador avalia que Alagoas vive um novo momento e que o desafio agora não é mais iniciar mudanças, e sim acelerar um processo que, para ele, já está em curso há mais de uma década. Em outras palavras: o discurso de “terra arrasada” parece ter ficado sem muito material.
Ao justificar o retorno ao cenário estadual, Renan Filho cita indicadores que costumam incomodar opositores mais apressados: redução da criminalidade, avanços na educação e crescimento da economia em setores como turismo, comércio, agricultura, serviços e indústria. O tom é claro não se trata de promessas inéditas, mas de continuidade com mais ritmo, algo que exige mais do que discursos inflamados e soluções improvisadas.
Sem recorrer a slogans vazios, o pré-candidato reforça que planejamento, segurança institucional e capacidade política seguem sendo pilares do seu projeto. A mensagem, ainda que diplomática, carrega um recado direto: improviso pode até render palanque, mas dificilmente sustenta governo.
Até a saída oficial do Ministério dos Transportes, Renan Filho mantém a agenda federal, incluindo o projeto “Na Boleia do Brasil”, iniciativa que acompanha de perto obras estratégicas de infraestrutura pelo país. Nesta etapa, o roteiro passa por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, com visitas a cerca de dez empreendimentos considerados prioritários.
Lançado em novembro do ano passado, o projeto ganhou visibilidade quando o ministro percorreu de caminhão o trajeto entre Brasília e Belém, durante a preparação para a COP30. A proposta, segundo a equipe, é simples: sair do gabinete, encarar o asfalto e acompanhar de perto investimentos que, diferentemente de certos discursos eleitorais, já estão em execução.

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