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Quinta-feira, 23 de Abril 2026

Política

PDT é absolvido em acusação de fraude em cotas de gênero e sai mais forte para 2026

Justiça Eleitoral absolve PDT em acusação de fraude de gênero e conclui: ter poucos votos não é crime, é azar nas urnas.

Maceió Notícias
Por Maceió Notícias
PDT é absolvido em acusação de fraude em cotas de gênero e sai mais forte para 2026
Ascom TRE AL
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Maceió assistiu a mais um capítulo curioso da política local. O PDT, que corria o risco de ter sua chapa inteira anulada por suposta fraude às cotas de gênero, saiu ileso após decisão da 2ª Zona Eleitoral. A acusação, movida pelo ex-candidato a vereador João Victor Catunda, apontava que três mulheres da sigla foram lançadas apenas para “cumprir tabela” na exigência legal de 30% de candidaturas femininas.

 

As candidatas questionadas  Francisquinha (14 votos), Maria Letícia Ribeiro (51) e Mônica Vasconcellos (82)  foram tratadas pelo processo quase como personagens invisíveis da eleição. Um perfil no Instagram criado 11 dias antes da votação, gastos duvidosos e até depoimentos de familiares entraram no pacote da denúncia, que parecia mais roteiro de série política do que ação judicial.

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Do outro lado, o PDT reagiu lembrando que baixa votação não transforma ninguém automaticamente em “fantasma eleitoral”  argumento reforçado com registros de reuniões, visitas de rua e material de campanha.

 

O Ministério Público Eleitoral, porém, não se convenceu e pediu a cassação, sustentando que o partido apenas “cumpriu formalmente” a regra. Mas o juiz José Cícero Alves da Silva foi taxativo: prova fraca, vídeo sensacionalista e nenhuma evidência sólida de fraude. Resultado: processo arquivado, diplomas mantidos e inelegibilidade fora de cogitação.

 

Repercussão

 

A decisão fortalece o PDT, que entra em 2026 sem a sombra de uma cassação. Já para João Victor Catunda, resta digerir uma derrota política e jurídica. O episódio também expõe, mais uma vez, a distância entre o que o Ministério Público interpreta como “candidatura de fachada” e o que a Justiça Eleitoral aceita como prova.

 

No fim, a mensagem é clara: em Maceió, votação baixa não é sinônimo de fraude  pode ser só falta de voto mesmo.

FONTE/CRÉDITOS: Redação
Maceió Notícias

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