A médica Nádia Tamires foi presa na tarde de domingo (16) após matar o ex-marido, o também médico Alan Carlos de Lima Cavalcante, no Sítio Capim, zona rural de Arapiraca. A prisão ocorreu poucas horas depois, quando ela tentava seguir para Maceió.
Segundo a polícia, Nádia chegou ao local em um Jeep, desceu armada e efetuou diversos disparos contra o carro onde Alan estava estacionado em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS) da comunidade. O Samu foi acionado, mas o médico já estava morto quando a equipe chegou.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram que, momentos antes do crime, Alan conversava com uma mulher que conduzia uma moto ao lado do veículo. As imagens registram o momento em que Nádia se aproxima, discute com o ex-marido e, logo depois, dispara. A mulher que estava na moto tenta intervir, chega a segurar Nádia por alguns instantes e continua discutindo mesmo após os tiros. Em seguida, a médica retorna ao carro e deixa o local.
O casal havia convivido por 22 anos e estava separado. A separação foi marcada por conflitos judiciais. Em 2024, Alan chegou a ser acusado pela ex-esposa de um possível assédio contra a filha, mas foi absolvido pela Justiça. Após a decisão, ele obteve o direito de visitar a filha em dias determinados, seguindo orientação judicial.
Investigadores analisam se o histórico familiar, somado às tensões após a separação e às disputas envolvendo a guarda e as visitas, pode ter influenciado o desfecho deste domingo. A ação já levanta debates sobre um possível ato de justiça com as próprias mãos ou a reação extrema de uma mãe que acreditava estar defendendo a filha, embora essas interpretações não estejam oficialmente confirmadas.
Antes de tentar fugir, Nádia deixou a filha menor de idade em Arapiraca. O Jeep foi interceptado no mesmo dia, resultando na prisão. Ela permanece na delegacia plantonista, enquanto a Polícia Civil segue analisando imagens, ouvindo testemunhas e aprofundando a investigação para esclarecer a motivação e todas as circunstâncias do homicídio.
