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Justiça

Documentos apontam que riscos de afundamento em Maceió eram conhecidos há décadas.

Subtítulo: Denúncia do Ministério Público Federal sustenta que estudos técnicos realizados nos anos 1980 já alertavam para riscos associados à mineração de sal-gema na capital alagoana.

Maceió Notícias
Por Maceió Notícias
Documentos apontam que riscos de afundamento em Maceió eram conhecidos há décadas.
Agência Senado
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A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) à Justiça Federal aponta que estudos técnicos produzidos ainda na década de 1980 já identificavam riscos associados à exploração de sal-gema em Maceió. Os documentos, obtidos durante as investigações da Polícia Federal, passaram a integrar o processo que apura responsabilidades pelo afundamento do solo em bairros da capital alagoana.

De acordo com os autos, análises realizadas entre os anos de 1986 e 1989 teriam registrado sinais de instabilidade geológica e apontado possíveis consequências da atividade minerária, incluindo a subsidência do terreno e problemas estruturais nas cavidades subterrâneas formadas pela extração do minério.

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A acusação sustenta que, apesar dos alertas técnicos existentes à época, a exploração continuou avançando ao longo das décadas seguintes. O MPF também afirma que informações consideradas relevantes sobre os riscos da atividade não teriam sido devidamente apresentadas aos órgãos de fiscalização, o que é contestado no âmbito do processo.

As informações vieram à tona após a retirada do sigilo da Operação Lágrimas de Sal, investigação que reúne documentos, laudos e depoimentos relacionados ao caso. Para os procuradores responsáveis pela denúncia, o conjunto de provas indica que advertências técnicas teriam sido desconsideradas ao longo dos anos, contribuindo para uma das maiores crises urbanas e ambientais da história de Maceió, que resultou na desocupação de milhares de imóveis e no deslocamento de cerca de 60 mil moradores.

Procurada, a Braskem informou que não irá se manifestar sobre o conteúdo da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal.

FONTE/CRÉDITOS: Redação

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