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Quinta-feira, 23 de Julho 2026
Justiça

Defensoria Pública ajuíza nova ação contra Prefeitura de Maceió para garantir regularidade da coleta de lixo

Defensoria cobra mais transparência, canais de atendimento à população e regularização dos pagamentos às empresas responsáveis pela coleta, diante de falhas que podem comprometer a continuidade do serviço em Maceió.

Maceió Notícias
Por Maceió Notícias
Defensoria Pública ajuíza nova ação contra Prefeitura de Maceió para garantir regularidade da coleta de lixo
Ascom Defensoria Pública de Alagoas
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A Defensoria Pública de Alagoas (DPAL) ajuizou, nesta terça-feira (21), uma nova ação civil pública contra o Município de Maceió para assegurar a continuidade, a transparência e a regularidade dos serviços de coleta e transporte de lixo na capital. A ação foi proposta pelo coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva, defensor público Othoniel Pinheiro.  

  

Na ação, a Defensoria requer que o Município disponibilize, em plataformas digitais de acesso público, informações atualizadas sobre a execução dos serviços de coleta de lixo, permitindo que a população acompanhe a prestação do serviço de forma contínua e transparente.  

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A Instituição também pede a criação de canais digitais para que os cidadãos possam registrar reclamações relacionadas à coleta de resíduos, com respostas públicas em até três dias, resguardando apenas os dados pessoais dos usuários.  

  

Outro pedido apresentado é a regularização dos repasses financeiros às empresas contratadas para a coleta de lixo, com o objetivo de solucionar os impasses financeiros que vêm comprometendo a continuidade e a qualidade do serviço.  

  

Esta é a segunda ação civil pública ajuizada pela Defensoria sobre o tema em menos de uma semana. A primeira foi direcionada à Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb), à Agência de Regulação e Fiscalização de Serviços Públicos de Maceió (Arser) e ao Município de Maceió, com foco na transparência da fiscalização dos contratos de coleta de resíduos sólidos.  

  

Segundo o defensor público Othoniel Pinheiro, desde maio deste ano a Defensoria vem buscando uma solução extrajudicial para o problema, por meio de ofícios, reuniões e negociações com representantes da Prefeitura, da Alurb, da Arser e das empresas responsáveis pela prestação do serviço.  

  

"Todas as tratativas apontaram que a principal causa da precariedade do serviço é a inadimplência do Município, que deixou de efetuar pagamentos previstos nos contratos e de aplicar os reajustes anuais devidos. Em meio ao impasse, a população já sofre com o acúmulo de lixo, situação que representa riscos à saúde pública e ao meio ambiente. Diante da ausência de medidas efetivas por parte do Município após meses de negociação, a intervenção do Judiciário tornou-se necessária para garantir a continuidade de um serviço essencial para mais de um milhão de habitantes de Maceió", destacou o defensor público.

FONTE/CRÉDITOS: Defensoria Pública de Alagoas

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