O CSA encerrou sua participação na temporada 2025 dando uma verdadeira aula de como desperdiçar oportunidades, montar elencos sem critério e manter uma diretoria alheia ao gramado. A derrota por 2 a 1 para a Ponte Preta, no Rei Pelé, não foi apenas mais um tropeço: foi o carimbo oficial de uma das campanhas mais desastrosas da história recente do Azulão.
Um roteiro digno de tragicomédia
Tudo começou no Campeonato Alagoano, quando o time decidiu que a semifinal contra o ASA seria um bom momento para esquecer o que é marcação e competitividade. Resultado: eliminação precoce e um alerta vermelho que ninguém na diretoria levou a sério.
Na Copa do Brasil, o CSA até ousou sonhar, chegando às oitavas de final. Mas, fiel ao enredo de auto sabotagem, foi eliminado com um gol nos acréscimos porque drama nunca é demais.
A Copa do Nordeste trouxe mais uma atuação para o acervo de “como frustrar torcedores em casa”. Derrota para o Confiança, torcida atônita e promessas de time competitivo que ficaram apenas no discurso.
E então veio a Série C, o ato final. Chances remotas de classificação e risco real de rebaixamento. Mesmo com a Ponte Preta jogando boa parte da partida com um a menos, o CSA encontrou uma forma criativa de perder.
Gestão criativa, mas só fora das quatro linhas
A presidente Mirian Monte apostou na estabilidade financeira, mas esqueceu que, no futebol, a bola ainda precisa entrar no gol. O departamento de futebol, sob o comando de Jadson Oliveira, foi um festival de contratações aleatórias, decisões sem critério e frases otimistas desconectadas da realidade como quando garantiu que “não havia nada de desesperador”.
Bastidores de novela e elenco sem rumo
Relatos internos apontam para um vestiário dividido e um clima mais propício a apostas informais do que à preparação para jogos decisivos. A suposta prática do “bicho” teria extrapolado limites e contribuído para o caos emocional do grupo.
Fim sem aplausos (e com vaias contidas)
O CSA fecha 2025 sem títulos, sem acesso e, principalmente, sem rumo. A temporada deixa um recado claro: o clube precisa de mais que discursos motivacionais e promessas vazias. Precisa, acima de tudo, lembrar que futebol ainda se joga dentro de campo.
