O comércio internacional de armamentos registrou um marco histórico em 2024, atingindo US$ 111,62 bilhões em transações — o maior volume desde a Guerra Fria. Segundo relatório do Centro de Análise do Comércio Mundial de Armas, a alta foi impulsionada pelo aumento da demanda de países ocidentais, que buscaram recompor seus estoques após o conflito na Ucrânia.
Os Estados Unidos lideram o ranking global, movimentando US$ 42,33 bilhões (37,92% do total). Em seguida, aparecem Rússia (US$ 13,75 bilhões) e França (US$ 7,7 bilhões), consolidando o Top 3.
O Brasil, por sua vez, alcançou a 20ª colocação entre os maiores exportadores, com vendas de US$ 410 milhões, o que representa 0,37% do mercado global. O país figura ao lado de outras nações emergentes no setor, como Índia (US$ 430 milhões) e Canadá (US$ 454 milhões).
Nações europeias e asiáticas dominaram as posições intermediárias, com Coreia do Sul, Itália e Alemanha ocupando o Top 6, cada uma movimentando entre US$ 5,42 bilhões e US$ 5,69 bilhões. Enquanto isso, países como Suécia, Israel e China consolidaram suas presenças no mercado de defesa, ampliando sua participação nas exportações globais.
