Nesta sexta-feira (10), a Câmara de Vereadores de Maceió sediou uma audiência pública marcada por um tom mais político do que técnico e acadêmico. O debate, que teve o vereador Allan Pierre como responsável pela condução, contou com a presença de representantes da construção civil, setor imobiliário, Justiça, DMTT de Maceió, além de vários secretários da Prefeitura, do deputado estadual Alexandre Ayres, associações comerciais e liga comercial do centro, refletindo a amplitude de setores interessados no tema.
Estiveram presentes os vereadores Silvânia Barbosa, Chico Filho, Teca Nelma, Kelman Vieira, Samyr Malta, Jeannyne Beltrão e Neto Andrade, além do promotor Jorge Dória, o professor e engenheiro Geraldo Magela, o arquiteto e urbanista Dilson Ferreira, o ex-secretário municipal Ricardinho Santa Rita e demais autoridades técnicas e acadêmicas. O plenário ficou lotado, reunindo pessoas de diversas classes sociais a chamada “Casa do Povo” fez jus ao nome durante a audiência.
Durante o encontro, indiretas foram lançadas a dois participantes que analisaram o tema sob uma ótica técnica e acadêmica um professor de Arquitetura e Urbanismo e um ex-secretário da prefeitura especializado em Urbanismo e Mobilidade Urbana. O secretário da Prefeitura que fez a provocação comentou sobre o uso do Instagram pelos dois convidados, onde eles compartilham suas opiniões positivas e negativas sobre o projeto, gerando certo desconforto na atual gestão municipal. A atitude, com tom direto de provocação, evidenciou um certo amadorismo por parte do secretário da Prefeitura, mas os convidados mantiveram postura profissional e apresentaram seus pareceres técnicos.
A vereadora Teca Nelma foi a única a apontar discordâncias em alguns aspectos do projeto. Outros parlamentares expressaram preocupações com o impacto da mudança do centro administrativo, enquanto alguns deles também elogiaram a atuação do prefeito de Maceió, equilibrando críticas e reconhecimento.
Os debates mostraram que a maior parte do centro da capital cerca de 70% ainda necessita de cuidados estruturais e econômicos, mesmo com a proposta de concentrar parte das secretarias municipais na região. Representantes do comércio local também se pronunciaram: empresários e representantes da Associação Comercial do Centro e da Liga Comercial do Centro manifestaram tanto críticas quanto elogios à proposta, com base nos estudos apresentados pela prefeitura.
Em um dos momentos mais comentados, um empresário criticou o atual prefeito por decisões tomadas em outra gestão, mas o trecho foi cortado da transmissão oficial da Câmara, o que gerou críticas e repercussão nas redes sociais.
Apesar das divergências, a audiência foi considerada um passo inicial importante. Espera-se que as próximas reuniões tenham caráter mais técnico e acadêmico, para que as decisões sobre o futuro do Centro de Maceió atendam aos trabalhadores, empresários e moradores da região, que esperam resultados concretos, e não apenas elogios ao atual prefeito.
