Na manhã desta quarta-feira (23), um episódio de violência abalou Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Edson Fernando Crippa, de 47 anos, com histórico de esquizofrenia, foi o autor de um incidente que resultou em três mortes e deixou 12 pessoas feridas. A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul durante uma coletiva de imprensa.
Crippa, que possuía registro como colecionador, atirador esportivo e caçador (CAC), disparou dentro de sua própria casa, atingindo familiares e agentes de segurança.
O caso ocorreu após o homem fazer seus pais reféns na noite anterior. Entre as vítimas estão seu pai, Eugênio Crippa, de 74 anos, seu irmão, Everton Crippa, de 49, e o policial militar Everton Kirsch Júnior, de 31 anos. Sua mãe, Cleris Crippa, de 70 anos, está hospitalizada em estado grave.
A operação policial foi conduzida pela Brigada Militar e pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que tentaram negociar a rendição de Crippa.
Mesmo com os esforços, ele resistiu e respondeu às ações com disparos. Após horas de negociação, Edson Crippa foi neutralizado pelas autoridades.
Segundo o secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Sandro Caron, Crippa possuía duas armas devidamente registradas e passou por exames psicotécnicos para obter as licenças.
Todas as suas armas estavam legalizadas junto à Polícia Federal e ao Exército Brasileiro. O incidente também deixou feridos seis policiais militares, um guarda municipal e familiares.
As autoridades continuam investigando o ocorrido, buscando entender os fatores que levaram ao desfecho. Há indícios de que o transtorno mental de Crippa tenha influenciado o aconte
cimento.
