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Sábado, 18 de Abril 2026

Política

Tá liso? Prefeito de Maceió pede R$ 1,2 bilhão emprestado e artistas já foram embora com o troco

Prefeito aciona o modo “empréstimo turbo” e, enquanto artistas do São João vão embora com até R$ 1,2 milhão no bolso, Maceió se prepara para assumir mais uma dívida bilionária.

Maceió Notícias
Por Maceió Notícias
Tá liso? Prefeito de Maceió pede R$ 1,2 bilhão emprestado e artistas já foram embora com o troco
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Porque nada diz “gestão moderna” como empilhar dívidas. O prefeito de Maceió, enviou à Câmara Municipal dois projetos de lei, em regime de urgência, pedindo autorização para contratar mais R$ 1,2 bilhão em empréstimos. Sim, bilhão com “b” de “boa sorte para quem for pagar”.

 

As propostas apareceram no Diário Oficial da última quinta-feira (3), com toda a pompa e circunstância típica de quem já está pensando no futuro — mas não exatamente no próprio. Um dos pacotes prevê a contratação de até US$ 150 milhões (cerca de R$ 800 milhões) junto ao New Development Bank, o tal banco dos Brics. O outro, mais modesto, propõe R$ 400 milhões em instituições nacionais ou internacionais. O destino do dinheiro? O programa MCZ3i, o Avança Maceió e outras siglas simpáticas que soam como inovação, mas ainda estão na fase de “confie no processo”.

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Segundo a prefeitura, os valores vão ampliar a capacidade de investimento da cidade em mobilidade urbana, infraestrutura, drenagem e ações sociais. Traduzindo: vamos cavar buracos com esperança — e juros.

 

Mas eis a verdadeira pergunta que paira sobre o ar (junto com o cheiro de fogos juninos que ainda não saíram do Centro): será que a prefeitura pode pedir emprestado um pouquinho desse dinheiro aos artistas do São João de Maceió?

 

Sim, aqueles que foram embora de bolsos cheios e olhares distantes. Wesley Safadão saiu com R$ 1,2 milhão, Luan Santana com R$ 985 mil, Ana Castela e Simone Mendes com R$ 800 mil cada. Leonardo levou R$ 750 mil. Bell Marques, que fez todo mundo pular com o grito de “vem Maceió!”, embolsou R$ 700 mil. No total, a prefeitura desembolsou cerca de R$ 20 milhões só em cachês, e, depois do show, cada artista seguiu seu caminho — provavelmente de jatinho, já que gasolina de van não se paga com menos de meio milhão.

 

E aqui está o detalhe irônico: não há como pedir esse dinheiro de volta. O artista faz o show, cumpre o contrato, recebe, dá tchauzinho, e pronto. Se quiser, pode até nunca mais pisar em solo alagoano. Contrato cumprido, dívida quitada — ao contrário da que agora se propõe aos cofres públicos.

 

Enquanto isso, a Câmara decide se Maceió vai às compras com cartão de crédito internacional. Se tudo der certo, teremos obras, avenidas e promessas. Se não der, bem… pelo menos o forró foi bom.

FONTE/CRÉDITOS: Redação
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