Longe do solo alagoano onde fez sua história, o ex-presidente Fernando Collor parece não ter sorte na capital federal.
No Supremo Tribunal Federal (STF) – que, para sua infelicidade, não se localiza em Alagoas – a maioria dos ministros rejeitou nesta sexta-feira (8) o pedido de sua defesa para reduzir a pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, deixando Collor mais perto da realidade de um regime fechado.
No placar, a matemática não ajudou: já são 6 votos a 2 contra o ex-senador, com ministros como Alexandre de Moraes (relator do caso), Edson Fachin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux firmes na negativa.
Por outro lado, Gilmar Mendes e Dias Toffoli votaram a favor de Collor. Cristiano Zanin se declarou impedido de julgar o caso por seu histórico com a Lava Jato, o que, aparentemente, também não é uma vantagem para Collor.
Apesar de o julgamento só acabar oficialmente na segunda-feira (11), o ex-presidente já pode começar a ensaiar um novo estilo de vida.
Para a defesa, a ideia de reduzir a pena para quatro anos no crime de corrupção faria com que o tempo prescrevesse, e ele cumpriria apenas a condenação por lavagem de dinheiro, de quatro anos e seis meses, escapando do regime fechado.
Na melhor das hipóteses, isso significaria trocar as articulações de bastidor pela prestação de serviços comunitários.
Sem cargo público desde o ano passado e sem foro privilegiado, Collor agora encara uma realidade bem diferente daquela que imaginava. Afinal, Brasília pode estar longe, mas parece que a sentença se aproxima.
