Os afundamentos nos bairros do Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto, Sanatório, Vila Saem, Flexais, Mutange e adjacências completam sete anos de promessas vazias para os moradores afetados pela extração de salgema. A cada ano, crescem o desespero, a angústia, o sofrimento e a insegurança, sobretudo entre aqueles que vivem no Farol, Vergel e Brejal.
O processo de indenização segue a passos lentos, enquanto a gestão municipal foi a única a receber integralmente uma compensação bilionária, com um acordo para melhorias pontuais na infraestrutura da cidade, incluindo ruas e pistas. Enquanto isso, poucos seguem lutando em defesa da população, como alguns representantes da Defensoria Pública, do Ministério Público e até alguns vereadores da Câmara Municipal e deputados da Assembleia Legislativa. No entanto, a omissão de grande parte do legislativo municipal e estadual diante das situações mais críticas continua prejudicando a população.
Flexais virou uma espécie de "bairro ilha" dentro da capital, onde muitos tentam conviver com esse descaso, mas ainda mantêm a esperança de que um dia serão ouvidos e indenizados financeiramente para compensar as perdas materiais — pois as perdas emocionais, dinheiro algum é capaz de reparar.
Entre guerras judiciais, em breve poderemos testemunhar desfechos bombásticos, que talvez ultrapassem os limites da Fernandes Lima ou afetem outras regiões. Afinal, todo buraco que se mexe tende a ceder, como cavar na areia da praia: o colapso só aumenta. Mas Deus é brasileiro, e o diretor é alagoano. Com isso, só resta a esperança de que, em algum momento, Ele olhe por essa situação.
