A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (27) o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), no decorrer de mais uma etapa da Operação Sisamnes. A investigação mira um esquema de venda de decisões judiciais e repasse ilegal de informações sigilosas ligadas a inquéritos em andamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A ordem de prisão foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base em novos elementos levantados durante a apuração. Entre eles, mensagens encontradas no celular do gestor municipal reforçaram os indícios de envolvimento direto com o esquema criminoso.
Além do prefeito, outras duas pessoas foram presas preventivamente em Palmas. Também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e determinadas medidas cautelares contra alvos do inquérito. A operação alcança ainda magistrados estaduais e um sobrinho do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), que já vinha sendo investigado em fases anteriores da Sisamnes.
Eduardo Siqueira Campos já havia sido alvo da PF em 30 de maio, quando teve sua casa vasculhada e o passaporte apreendido. Na ocasião, o pedido de prisão preventiva foi negado por Zanin. Com a nova análise de provas, o cenário mudou e resultou na detenção do prefeito nesta nova fase da operação.
A Operação Sisamnes é conduzida sob sigilo e segue em andamento para apurar o alcance das irregularidades no Judiciário e na esfera política tocantinense.
