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Sábado, 25 de Abril 2026

Agreste

Justiça concede liberdade à médica investigada pela morte do ex-marido em Arapiraca

Decisão do Tribunal de Justiça considerou desproporcional a prisão preventiva e impôs medidas cautelares enquanto o processo segue em andamento

Maceió Notícias
Por Maceió Notícias
Justiça concede liberdade à médica investigada pela morte do ex-marido em Arapiraca
Reprodução Redes Sociais/ Nadia Tamyres
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O Tribunal de Justiça de Alagoas concedeu liberdade à médica Nádia Tamyres, que estava presa desde o dia 16 de novembro, investigada pela morte do ex-marido, o também médico Alan Carlos de Lima Cavalcante, ocorrida no município de Arapiraca. A decisão foi assinada pelo desembargador Ivan Vasconcelos Brito Júnior, em caráter liminar.

 

O caso aconteceu em frente a uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo enquanto estava dentro de um veículo. Nádia Tamyres foi localizada e detida horas depois, na capital alagoana, e a arma utilizada no episódio foi apreendida pelas autoridades.

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Ao analisar o pedido de Habeas Corpus apresentado pela defesa, o magistrado entendeu que a prisão preventiva não apresentava fundamentação concreta suficiente para sua manutenção. A decisão também considerou aspectos legais relacionados à situação familiar da investigada, especialmente o fato de ela ser responsável direta pelos cuidados da filha do casal, de quatro anos.

 

No pedido, os advogados destacaram ainda a existência de registros anteriores envolvendo a vítima, como o suposto descumprimento de medidas protetivas, posse de arma de fogo e processos relacionados a violência doméstica, além de relatos de conduta considerada suspeita nas proximidades da residência da médica.

 

Para o desembargador, não ficaram demonstrados elementos que indicassem risco à ordem pública, à instrução processual ou à aplicação da lei penal. Também pesaram na decisão fatores como a primariedade, residência fixa, vínculos profissionais estáveis e o fato de a investigada ser médica concursada e professora universitária, sem indícios de tentativa de fuga.

 

Apesar da revogação da prisão, a Justiça impôs uma série de medidas cautelares que deverão ser rigorosamente cumpridas. Entre elas estão o comparecimento mensal em juízo, a proibição de sair da comarca sem autorização judicial, a vedação de conceder entrevistas ou se manifestar publicamente sobre o processo, inclusive em redes sociais, além da obrigação de informar eventual mudança de endereço.

 

O processo segue em andamento e continuará sendo acompanhado pelo Judiciário.

FONTE/CRÉDITOS: Redação
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