Será uma jogada ensaiada ou apenas um teste para medir o alcance da sua popularidade além das fronteiras de Maceió? Nos últimos dias, o prefeito da capital, JHC, espalhou que é pré-candidato ao governo de Alagoas mesmo sabendo que, nas eleições de 2024, seu partido não venceu em nenhuma cidade do estado, a não ser na própria Maceió.
Enquanto isso, os Calheiros seguem com força política digna de Hulk e Super-Homem. Já JHC, talvez se veja como o Homem-Aranha da disputa, tentando “prender” aliados e adversários na teia da sua ambição como costuma fazer em Maceió.
E o acordo de bastidores feito em Brasília, onde se prometia colocar “a tia” a qualquer custo, com direito até a aceno para o presidente Lula será que ainda vale? Ou serviu apenas para garantir um cargo de ministra a alguém? Porque, convenhamos, trair aliados parece tradição antiga em algumas campanhas.
Na política “made in Alagoas”, vale tudo, desde que sirva aos interesses pessoais. O estado às vezes parece uma versão tropical da Itália, onde famílias políticas se revezam no poder, custe o que custar.
Então, a disputa seria Calheiros x Caldas? O “C.C.” da política alagoana? E onde entram Artur Lira, Alfredo Gaspar e a turma que ainda aplaude o prefeito será que vão continuar batendo palmas pra maluco dançar?
Ainda é cedo para prever o enredo de 2026, mas uma coisa é certa: a temperatura da política alagoana já está mais quente que café passado em fazenda.
