Trabalhadores da Amazon nos Estados Unidos seguem em greve durante as festas de Natal, mantendo a paralisação iniciada no dia 19 de dezembro.
O movimento, liderado pelo Amazon Labor Union (ALU), exige melhorias nas condições salariais e benefícios. A greve envolve cerca de 10 mil funcionários da empresa, e o principal ponto de confronto é a recusa da Amazon em negociar com o sindicato, que é afiliado ao Teamsters (IBT).
Tony Rosciglione, tesoureiro do Teamsters Local 804, em Nova York, afirmou à AFP: “Quando eles (Amazon) vierem à mesa de negociações, é quando vamos parar.”
A mobilização ocorre após meses de tentativas frustradas de negociação para renovar o contrato coletivo dos trabalhadores, que expirou em 15 de dezembro.
As negociações esbarram na postura da Amazon de se opor à organização sindical, argumentando que prefere uma relação direta com seus funcionários.
No último ano, a Amazon obteve lucro líquido de US$ 30 bilhões, com uma receita de US$ 575 bilhões, o que intensificou as críticas dos sindicatos sobre a disparidade entre lucros e salários dos trabalhadores.
A greve continua desafiando a gigante do comércio eletrônico e, caso não haja avanço nas negociações, o movimento pode se estender até o Ano Novo.
