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Quarta-feira, 11 de Março 2026

Policia

Golpe do consignado: Polícia Civil desarticula fraude em Alagoas

Quadrilha usava documentos falsos de idosos para contrair empréstimos; prejuízo já passa de R$ 1 milhão e líder está preso por homicídio

Maceió Notícias
Por Maceió Notícias
Golpe do consignado: Polícia Civil desarticula fraude em Alagoas
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A Polícia Civil de Alagoas cumpriu, nesta segunda-feira (18), uma operação contra um grupo criminoso especializado em fraudes envolvendo empréstimos consignados.

A ação, batizada de “Falso Consignado”, foi conduzida pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) e resultou no cumprimento de 15 mandados de busca e um de prisão preventiva contra o líder da organização.

 

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As investigações apontam que a quadrilha utilizava documentos falsificados de idosos para abrir contas no sistema Gov.br e, a partir delas, contratar empréstimos de alto valor em bancos digitais. O dinheiro era rapidamente transferido para contas de intermediários e, em seguida, repassado ao chefe do esquema. Em apenas um ano e oito meses, os investigadores identificaram movimentações suspeitas que superam R$ 8 milhões, embora o prejuízo oficial já ultrapasse R$ 1 milhão.

 

O líder da organização, de 56 anos, está preso no Presídio de Segurança Máxima, onde cumpre pena por homicídio qualificado. Agora, ele também responderá por estelionato qualificado, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

A estrutura do grupo era complexa: havia núcleos responsáveis pela falsificação de documentos, captação de laranjas e até empresas de fachada criadas para dar aparência de legalidade às operações. O suposto construtor, que se apresentava como empresário do ramo imobiliário, acumulava patrimônio ilícito por meio dos golpes.

 

Entre os 12 investigados, cinco já respondem por crimes semelhantes, como fraudes contra o INSS e estelionatos contra idosos. O histórico do líder inclui prisões anteriores pela Polícia Federal por envolvimento em aposentadorias fraudulentas.

 

Além dos crimes financeiros, a investigação revelou indícios de violência ligada ao grupo. Um homicídio registrado em Marechal Deodoro, em maio de 2024, teria sido encomendado pelo chefe da organização, após um conflito com uma das vítimas usada como laranja. Também foram encontradas provas de que ele planejava a morte da ex-esposa. Esses elementos foram encaminhados à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.

 

A operação teve cumprimento de mandados em diferentes bairros de Maceió, entre eles Cidade Universitária, Santa Lúcia, São Jorge, Jacintinho e Feitosa, e foi coordenada pelos delegados José Carlos André dos Santos e Maria Eduarda de Carvalho Barro.

FONTE/CRÉDITOS: Redação
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