O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (26) a conversão das medidas cautelares impostas a Silvinei Vasques em prisão preventiva. O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal ocupou o cargo durante o governo Jair Bolsonaro.
Até então, Silvinei cumpria prisão domiciliar monitorada por tornozeleira eletrônica. A decisão do Supremo foi tomada após o rompimento do equipamento e a saída não autorizada do país. Informações repassadas pela Polícia Federal indicam que o monitoramento eletrônico deixou de transmitir sinal de localização na madrugada da quinta-feira (25).
Diante da interrupção do rastreamento, agentes federais se deslocaram até a residência do investigado, em São José, Santa Catarina, onde constataram sua ausência. Posteriormente, as autoridades confirmaram que Silvinei havia atravessado a fronteira e foi localizado no Paraguai.
A prisão ocorreu quando o ex-diretor tentava embarcar em um voo internacional com destino à América Central. Após a detenção pelas autoridades paraguaias, foi iniciado o procedimento para sua recondução ao Brasil.
Na avaliação do ministro Alexandre de Moraes, o descumprimento das medidas judiciais e a tentativa de evasão do território nacional configuram fundamentos suficientes para a decretação da prisão preventiva, como forma de garantir a aplicação da lei e o andamento regular do processo.

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