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Quinta-feira, 23 de Abril 2026

Justiça

Defesa Civil de Maceió arquivou alerta do Serviço Geológico: melhor esperar o desastre, né?

Enquanto a população afunda, autoridades 'surpreendidas' descobrem danos estruturais e negligência no monitoramento

Maceió Notícias
Por Maceió Notícias
Defesa Civil de Maceió arquivou alerta do Serviço Geológico: melhor esperar o desastre, né?
Reprodução Redes Sociais
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Em uma revelação que mais parece enredo de filme de suspense, a Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) divulgou, na terça-feira, 11, uma nota técnica do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). O documento, datado de abril de 2022, mas que só chegou ao conhecimento da DPE em março de 2025, apresenta um mapa detalhado das áreas afetadas pela atuação da Braskem. E adivinhem? A extensão do estrago é de deixar qualquer um boquiaberto.

Além de indicar indícios de subsidência nos bairros Flexal de Cima, Flexal de Baixo, Bom Parto e Marquês de Abrantes – todos fora da área oficial de risco –, o mapa sugere que a delimitação de risco previamente divulgada pode estar mais errada que previsão de político em época eleitoral. E tem mais: o documento aponta movimentações do solo além da Avenida Fernandes Lima. Parece que o solo de Maceió está mais ativo que muito influencer por aí.

Ricardo Melro, Defensor Público que provavelmente está se perguntando se entrou em um episódio de "Arquivo X", exige esclarecimentos urgentes com a CPRM e a Defesa Civil. Segundo ele, é hora de entender o cenário atual e, quem sabe, exigir providências que realmente façam sentido.

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A nota técnica também destaca falhas no monitoramento, ressaltando que qualquer subsidência pode causar danos estruturais. Rachaduras possivelmente relacionadas ao afundamento foram identificadas, mas, claro, tudo depende de estudos detalhados. O método utilizado, interferometria, tem suas limitações – como ignorar subsidências menores que 5 mm/ano. Recomendações para uso de Laser Scanner e topografia detalhada foram feitas, mas, aparentemente, nunca realizadas.

E, como se não fosse o suficiente, o material sugere que a área de risco pode estar subestimada desde 2022. A velocidade do afundamento registrada naquele ano não foi acumulada com a de 2018. Velocidades baixas podem não colocar vidas em risco, mas certamente afetam imóveis. Enquanto isso, os impactos sociais, econômicos e psicológicos seguem sem mitigação e sem estudos precisos. A população continua exposta, mas pelo visto, ninguém parece muito preocupado com isso.

Enquanto isso, a Braskem segue sua vida, talvez pensando que afundar bairros seja uma nova estratégia de marketing. Em novembro de 2024, a Polícia Federal indiciou 20 indivíduos ligados à empresa por crimes ambientais e danos ao patrimônio público relacionados ao desastre. A Braskem, claro, afirmou que sempre atuou em conformidade com as leis e regulamentos. 

Enquanto isso, a população de Maceió assiste, impotente, ao espetáculo de autoridades que parecem descobrir o óbvio apenas quando o desastre já aconteceu. A pergunta que fica é: quanto mais será necessário afundar para que alguém tome uma atitude real?

FONTE/CRÉDITOS: Redação
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