O impacto das fortes chuvas que atingem Alagoas desde o último sábado (17) já forçou mais de 3 mil pessoas a deixarem suas casas, segundo balanço atualizado nesta quinta-feira (21) pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec). No total, 3.170 pessoas foram afetadas, entre desabrigados e desalojados. Apesar dos transtornos, não há registro de vítimas fatais até o momento.
O número representa um aumento expressivo em relação ao levantamento anterior, que registrava 722 pessoas fora de casa. De acordo com a Cepdec, 653 pessoas perderam suas residências e estão em abrigos, enquanto 2.517 deixaram suas casas temporariamente, alojando-se com parentes ou amigos.
As ocorrências foram registradas em 16 municípios: Coqueiro Seco, Flexeiras, Igreja Nova, Joaquim Gomes, Maceió, Maragogi, Marechal Deodoro, Matriz do Camaragibe, Paripueira, Passo de Camaragibe, Pilar, Porto Calvo, Rio Largo, Roteiro, São Luís do Quitunde e São Miguel dos Milagres.
A cidade de São Luís do Quitunde concentra o maior número de atingidos: são 386 desabrigados e 1.588 desalojados. Em São Miguel dos Milagres, 100 pessoas perderam suas casas e outras 300 foram obrigadas a sair de forma preventiva. Em Maceió, a Defesa Civil contabilizou 13 desabrigados e 257 desalojados.
Cenário hidrológico estável, mas com atenção
Segundo o Boletim Hidrológico da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), a maioria dos rios e lagoas monitorados está com níveis estáveis ou em declínio. A exceção é o Rio Mundaú, em Santana do Mundaú, que permanece em nível de atenção, embora ainda abaixo do ponto de transbordo.
Os dados indicam que os principais rios da bacia hidrográfica – como o Jacuípe, Caruru e Paraíba – apresentam tendência de estabilidade. O monitoramento segue constante, especialmente em áreas de maior risco.
Previsão indica trégua das chuvas
Ainda segundo a Semarh, a tendência é de redução no volume de chuvas nos próximos dias. A melhora climática deve beneficiar principalmente o Litoral, a Zona da Mata e o Baixo São Francisco – regiões mais castigadas nas últimas 72 horas.
Nas demais regiões do estado, a previsão é de pancadas isoladas e de baixa intensidade. A Defesa Civil segue em alerta e reforça a recomendação para que a população em áreas de risco acompanhe os boletins oficiais e siga as orientações das autoridades locais.
