O resultado das contas externas brasileiras voltou a mostrar sinais de alívio em outubro. Dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (25) apontam que o país registrou déficit de US$ 5,1 bilhões, um volume menor que o observado no mesmo mês do ano passado, quando o rombo superou US$ 7 bilhões.
O recuo foi influenciado principalmente pelo avanço da balança comercial, que ampliou seu superávit e ajudou a reduzir a pressão sobre as transações correntes. O aumento das exportações, aliado à desaceleração das importações em alguns setores, compensou parte das despesas registradas na conta de renda primária responsável por pagamentos de lucros, dividendos e juros ao exterior, que seguem elevados.
Apesar da melhora pontual, o desempenho anual ainda preocupa. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em outubro, o déficit em transações correntes chegou a US$ 76,7 bilhões, reflexo da persistente saída líquida de recursos e da demanda crescente por serviços e renda por parte de empresas estrangeiras.
O Banco Central avalia que o comportamento da balança comercial seguirá decisivo para a trajetória das contas externas nos próximos meses, sobretudo diante de um cenário global mais volátil e de pressões externas sobre juros e investimentos.
