O Comitê Olímpico do Brasil (COB) celebrou, neste domingo, um capítulo inédito na trajetória do país nos esportes de inverno. Pela primeira vez, o Brasil encerrou uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno figurando no quadro de medalhas, resultado consolidado em Milão-Cortina 2026 com a 19ª colocação geral a melhor campanha nacional desde a estreia na competição.
O feito histórico foi impulsionado pelo ouro conquistado por Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante do esqui alpino. A vitória garantiu ao Brasil sua primeira medalha olímpica de inverno e marcou um avanço significativo em uma modalidade tradicionalmente dominada por potências europeias e norte-americanas.
Além do pódio inédito, a delegação brasileira registrou recordes expressivos. O país contou com 14 atletas na Itália, a maior equipe já enviada a uma edição de inverno, e alcançou presença consistente entre os 20 melhores em diferentes provas. No skeleton, Nicole Silveira terminou na 11ª posição, melhor resultado brasileiro na modalidade. No snowboard halfpipe, Pat Burgener foi 14º, enquanto Augustinho Teixeira fechou em 19º.
No bobsled 4-man, o piloto Edson Bindilatti conduziu o trenó brasileiro ao 19º lugar, desempenho igualmente histórico para a equipe. O país também obteve marcas relevantes no esqui cross-country e em outras provas do esqui alpino, ampliando a presença competitiva em modalidades até então com pouca tradição nacional.
No panorama geral dos Jogos, a Noruega liderou o quadro de medalhas pela quarta edição consecutiva, somando 18 ouros, 12 pratas e 11 bronzes. Os Estados Unidos ficaram na segunda posição, seguidos por Holanda e Itália, que protagonizaram disputa equilibrada no top-3.
Com a inédita medalha de ouro e uma delegação ampliada, o Brasil encerra Milão-Cortina 2026 consolidando uma evolução consistente nos esportes de inverno e abrindo perspectiva de novos investimentos e maior protagonismo internacional nas próximas edições olímpicas.

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