A administração do prefeito de Maceió, JHC (PL), está enfrentando severas críticas por autorizar um apoio financeiro de R$ 280 mil para a festa junina organizada pela Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL).
Enquanto isso, diversos artistas locais ainda aguardam o pagamento de cachês atrasados e denunciam a falta de incentivo à cultura local pela Prefeitura de Maceió.
Nas redes sociais e em protestos, artistas da capital alagoana expressam indignação com a gestão municipal, alegando que os editais e incentivos culturais são escassos e que a valorização da cultura local é negligenciada.
Um exemplo dessa situação ocorreu com o evento Xangô Rezado Alto, realizado em março deste ano, sob a organização da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (Semce).
O Coletivo AfroCaeté, uma das atrações do evento, é um dos grupos que ainda não recebeu o pagamento devido.
Em contrapartida, a Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural, destinou R$ 280 mil para a OAB/AL realizar uma festa junina, que contou com várias atrações musicais e ocorreu no último fim de semana na sede da instituição, no bairro de Jacarecica.
A divulgação do patrocínio foi feita no Diário Oficial do Estado na sexta-feira, 24 de maio, dia da festa, gerando um forte debate nas mídias sociais.
A parceria para a realização do “São João da OAB 2024” foi estabelecida rapidamente, com o contrato firmado apenas um dia antes do evento, através da Agência de Licitações, Contratos e Convênios de Maceió (ALICC).
A celeridade e a prioridade dadas a este evento contrastam com a situação dos artistas locais, que continuam a lutar por reconhecimento e pagamento justo.A gestão municipal ainda não respondeu às críticas sobre a alocação de recursos e o tratamento desigual entre eventos culturais e outras festividades.

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