Mesmo como candidato único, Samir Xaud não conseguiu unanimidade na eleição para a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), realizada neste domingo (25), no Rio de Janeiro. Ele foi eleito com 103 votos dos 141 possíveis, resultado que revela certa resistência entre parte dos votantes.
O novo presidente comandará a entidade máxima do futebol brasileiro entre 2025 e 2029. Sua candidatura recebeu o apoio de 25 das 27 federações estaduais, incluindo a Federação Alagoana de Futebol (FAF), que esteve entre os principais aliados da chapa. A ausência de apoio por parte das federações de São Paulo e Mato Grosso impediu a consolidação da unanimidade.
Na eleição, cada federação tem peso 3, clubes da Série A têm peso 2 e clubes da Série B, peso 1. Com esse formato, o colégio eleitoral soma 141 votos. A contagem final mostrou que, apesar da vitória expressiva, Xaud não contou com o respaldo integral de todos os segmentos do futebol nacional.
Estiveram presentes na votação clubes tradicionais como Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro, Bahia, Botafogo e Vitória, além de representantes de 26 federações estaduais.
Junto a Xaud, também foram eleitos os oito vice-presidentes da nova diretoria: Ednailson Leite Rozenha, Fernando Sarney, Flávio Zveiter, Gustavo Henrique, José Vanildo da Silva, Michelle Ramalho, Ricardo Gluck Paul e Rubens Renato Angelotti.
Em seu primeiro discurso após a eleição, Xaud defendeu uma gestão voltada à modernização, à transparência e ao fortalecimento da relação com clubes e federações. Ele assume com o desafio de pacificar a entidade após um período de turbulência institucional.
