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Quinta-feira, 24 de Setembro 2026
Policia

Operação mira empresas de bebidas por suspeitas de sonegação fiscal em quatro estados

Operação cumpre 17 mandados em quatro estados e apura suspeitas de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e uso de empresas de fachada; em Alagoas, investigadas acumulam cerca de R$ 190 milhões em débitos tributários.

Maceió Notícias
Por Maceió Notícias
Operação mira empresas de bebidas por suspeitas de sonegação fiscal em quatro estados
Ascom MPAL
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Operação mira empresas de bebidas por suspeitas de sonegação fiscal em quatro estados

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL) deflagrou, nesta quinta-feira (24), a Operação Dionísio para apurar um suposto esquema nacional de sonegação fiscal envolvendo empresas do setor de bebidas. A ação cumpre 17 mandados de busca e apreensão em Alagoas, São Paulo, Minas Gerais e Maranhão.

Segundo o MP-AL, a investigação apura a possível participação de uma organização criminosa em crimes como sonegação fiscal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e outras fraudes tributárias.

As ordens judiciais são cumpridas em Maceió e Arapiraca, em Alagoas; São José dos Campos, Boituva e Fernandópolis, em São Paulo; Frutal, em Minas Gerais; e São Luís, no Maranhão.

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De acordo com as investigações, os suspeitos teriam estruturado diversas distribuidoras de bebidas em diferentes estados para viabilizar operações que poderiam resultar em redução ou evasão de tributos.

Ao todo, a apuração envolve 30 pessoas físicas e 42 empresas. Até o momento, o Ministério Público não divulgou os nomes dos investigados nem das pessoas jurídicas envolvidas.

Milhões em débitos tributários

Em Alagoas, quatro empresas investigadas possuem aproximadamente R$ 190 milhões em débitos tributários, considerando valores inscritos e ainda em fase administrativa.

Além disso, procedimentos fiscais em andamento na Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz-AL) relacionados a essas empresas somam R$ 132,4 milhões.

O MP-AL informou ainda que uma das empresas investigadas seria beneficiária de um centro de distribuição enquadrado nas regras do Decreto Estadual nº 38.631/2000.

Como funcionaria o esquema

Conforme o Ministério Público, a organização investigada teria uma estrutura hierarquizada e seria liderada por um empresário com atuação em âmbito nacional. Ele seria responsável, segundo a apuração, por determinar a criação de empresas que posteriormente seriam utilizadas nas operações investigadas.

As mercadorias seriam transportadas por uma empresa também incluída entre os alvos da operação. Inicialmente, a carga teria um destinatário registrado nos documentos fiscais, mas, durante o trajeto, poderia ser direcionada para outros estabelecimentos comerciais em diferentes estados.

Ainda segundo os investigadores, os envolvidos contariam com suporte jurídico e contábil para estruturar as empresas e orientar as operações.

A apuração também identificou indícios relacionados à utilização de empresas de fachada, lavagem de dinheiro e mecanismos de blindagem patrimonial.

“Estamos diante de uma investigação que ultrapassa as fronteiras de um único estado e que envolve mecanismos sofisticados de fraude tributária”, afirmou o promotor de Justiça de Alagoas Cyro Blatter.

Suspeitas envolvendo o ICMS

O Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (GAESF), do MP-AL, aponta que o núcleo operacional investigado teria utilizado de forma indevida benefícios tributários concedidos pelo Estado de Alagoas.

A suspeita é de que os mecanismos teriam sido utilizados para alterar a base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Entre as irregularidades sob investigação estão operações de entrada e saída de mercadorias sem a documentação fiscal correspondente e possíveis alterações nos valores registrados nas transações.

Os investigadores também apontam indícios de superfaturamento em operações destinadas a estados que adotam o Preço Médio Ponderado a Consumidor Final (PMPF) para a cerveja e de subfaturamento em operações destinadas a unidades da federação que não utilizam esse modelo.

A Operação Dionísio reúne equipes do MP-AL, Sefaz-AL, Ministério Público do Maranhão (MP-MA), secretarias da Fazenda de Minas Gerais e São Paulo, Procuradoria-Geral do Estado de Alagoas (PGE-AL) e polícias militares e civis de Alagoas, São Paulo e Minas Gerais.

Em Alagoas, durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos documentos, computadores e tablets. Em Boituva (SP), os agentes localizaram e apreenderam R$ 630 mil.

As investigações seguem em andamento para esclarecer a extensão do suposto esquema e a eventual responsabilidade dos envolvidos.

FONTE/CRÉDITOS: Redação

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