O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a substituição da prisão preventiva de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como "Débora do Batom", por prisão domiciliar. A decisão impõe restrições, como o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contato com outros investigados.
Débora ficou nacionalmente conhecida durante os atos de 8 de janeiro de 2023, quando utilizou um batom para pichar a estátua da Justiça em frente ao STF, em Brasília. Detida em março do mesmo ano, ela estava na Penitenciária Feminina de Rio Claro, no interior de São Paulo. Além da pichação, a investigação apontou sua participação no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército e na invasão das sedes dos Três Poderes, além da destruição de provas durante as apurações.
Nos últimos meses, seu nome passou a ser utilizado por setores da direita como símbolo de uma campanha por anistia aos envolvidos nos ataques antidemocráticos. A decisão do STF, no entanto, mantém as medidas cautelares e reforça que as investigações continuam em andamento.
